Porto do Açu

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Instalado em São João da Barra, no Norte Fluminense, o Complexo Portuário do Açu foi projetado com base no conceito porto-indústria. Ele conta com um Distrito Industrial em área contígua, além de uma retroárea para armazenamento dos produtos movimentados. Foi idealizado e construído pelo Grupo EBX, controlado por Eike Batista, que agora tem uma participação minoritária no empreendimento. Atualmente o controle acionário da Prumo Logística está nas mãos do grupo EIG Global Energy Partners, dos Estados Unidos, tendo, ainda, a participação do  fundo soberano de Abu Dhabi, dos Emirados Árabes Unidos.

O Porto do Açu começou a operar em outubro de 2014 com um carregamento de minério de ferro.[3]

Além do minério de ferro, o Complexo movimenta petróleo, carga de projeto, bauxita, coque e carvão e tem capacidade para movimentar contêineres, rochas, grãos agrícolas, veículos, derivados de petróleo e carga geral.

Trata-se do maior investimento em infraestrutura portuária com construção iniciada em outubro de 2007. Com retroárea de 90 km², que representa aproximadamente 20% de todo o território do município de São João da Barra, equivalente à cidade de Vitória (ES), o Porto servirá de indutor do desenvolvimento da região, já que atrai uma série de indústrias pelas facilidades logísticas e pelas sinergias entre os empreendimentos já instalados e os ainda previstos.[6]

O Porto do Açu conta com dois terminais (T1 – onshore e T2 – offshore) e 17 km de cais, que podem receber até 47 embarcações. 

O T1 é dedicado a movimentação de minério de ferro e petróleo, e conta com uma ponte de acesso com 3 km de extensão, píeres, canal de acesso e bacia de evolução.[7]

A ponte de acesso tem 2,9 km de extensão e foi montada sobre 662 estacas fincadas no fundo do mar, estacas estas que, se fossem enfileiradas, somariam a distância de 38 mil metros. Tem 27,5 metros de largura, permitindo a circulação de caminhões pesados. Além disso, terá instaladas poderosas esteiras para transporte de minérios.[8]

Operacional desde outubro de 2014com a movimentação de minério de ferro, o T1 movimentou mais de 16 milhões de toneladas de minério de ferro ao longo de 2016. A Ferroport (parceria entre a Prumo e a Anglo American) tem capacidade para movimentar 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O produto, da empresa Anglo American, chega ao Porto por meio de um mineroduto, que liga a mina em Conceição do Mato Dentro (MG) ao terminal. Com atuais 20,5 metros de profundidade, o terminal pode receber navios do tipo Panamax e Capesize (220 mil toneladas). 

Já o Terminal de Petróleo (T-OIL), que começou a operar em agosto de 2016, conta com 3 berços dedicados para operação ship to ship e capacidade para movimentar 1,2 milhão de barris por dia.

Terminal 2

O T2 é um terminal onshore instalado no entorno de um canal para navegação, que conta com 6,5 km de extensão, 300 metros de largura e profundidade de até 14,5 metros. A primeira operação comercial no canal do T2 aconteceu em novembro de 2014.

Com 13 km de cais, o T2 já movimenta carga de projetos, bauxita e coque e tem capacidade para movimentar contêineres, rochas, grãos agrícolas, veículos, granéis líquidos e sólidos, derivados de petróleo e carga geral. O terminal também abriga uma área dedicada à indústria de suporte às operações de E&P de óleo e gás. 

Há projeto para a construção de um corredor logístico de 48 km de extensão e 400 m de largura, ligando o porto à cidade de Campos dos Goytacazes. O corredor possuirá faixas rodoviárias, linhas ferroviárias e áreas para linhas de transmissão, além de dutos de água, de gás e de telecomunicações. O corredor terá capacidade para receber até 100 mil veículos por dia.

Termelétricas

Também está prevista a construção de duas termelétricas dentro do complexo portuário, a UTE GNA 1 com início de suas operações previsto para 2021, e a UTE GNA II que deverá operar a partir de 2023. As duas novas usinas farão com que o complexo termelétrico em Porto do Açu seja o maior da América Latina e adicionarão 3 GW ao Sistema Interligado Nacional.

As obras da UTE GNA 1 serão realizadas pelas empresas Aciona e Andrade Gutierrez que se comprometeram contratualmente a incorporar trabalhadores locais, incluídos os processos de capacitação e treinamento, em cerca de 40% do total da mão de obra demandada, limite que a prefeitura de São João da Barra faz gestões para ampliar.

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