O bilionário mercado do descomissionamento

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O desmantelamento obrigatório de plataformas de petróleo e estruturas offshore com mais de 25 anos de operação na bacia de Campos, se constitui num novo mercado bilionário que começa a atrair a atenção de empresas internacionais especializadas neste tipo de descomissionamento, ainda não praticada no Brasil. Essas operações, quando iniciadas, deverão beneficiar os municípios produtores da bacia de Campos, em especial Macaé, detentora de infraestrutura montada ao longo da exploração na bacia, e que será ampliada e modernizada com novos projetos logísticos em desenvolvimento.

Das mais de 160 plataformas de produção offshore no Brasil, 67 estão em operação há mais de 25 anos e precisarão ser desativadas. Outras 24 sondas têm entre 15 e 25 anos de uso e cerca de 70 sondas têm menos de 15 anos de uso.

O principal impasse para esses descomissionamentos, é a regulação ainda insuficiente para estes tipos de operações ainda inéditas no Brasil, e a peculiaridade das instalações marítimas brasileiras, já que envolvem uma proporção importante de campos em águas profundas que empregam a completação molhada de poços, além de uma grande extensão de dutos interligando poços e plataformas.

As incertezas residem principalmente no campo ambiental já que essas desativações preveem descartes e reaproveitamento de estruturas cujos impactos devem ser melhor avaliados, como abandono de poços, remoção de dutos e unidades flutuantes de armazenamento e descarregamento,  e remoção de risers e linhas de fluxo, além da possibilidade de reaproveitamento de estruturas que podem ser utilizadas para geração de energia eólica ou proveniente dos movimentos das marés, criação de recifes artificiais, uso em pesquisas e no turismo.

A Petrobras, proprietária da quase totalidade das plataformas a serem desativadas, aguarda a revisão da Resolução ANP nº 27/2006, prevista para o mês de outubro de 2019, para que possa vender alguns destes campos maduros que deverão ser objetos de investimentos de cerca de 20 bilhões de dólares para sua revitalização. Para serem fechados estes negócios, entretanto, é necessário o estabelecimeto de regras melhor definidas.

Por hora estão sob análise da ANP os descomissionamentos de Bicudo, Linguado, Piraúna, Marlim, Marlim Sul, Espadarte, Roncador.

A EPIC Applied Technologies vai executar o desmanche das estruturas das três plataformas fixas da Petrobras, no campo de cação na bacia de Campos.

Venda de campos maduros

Seguindo sua linha de investir em novas frentes no pré-sal, a Petrobras vem se desfazendo de campos maduros. Na bacia Potiguar, fechou um negócio de R$ 1,7 bilhão com a 3R Petroleum que adquiriu 34 campos terrestres na citada bacia. A operação incluiu os campos de Acauã, Asa Branca, Baixa do Algodão, Boa Esperança, Baixa do Juazeiro, Brejinho, Cachoeirinha, Cardeal, Colibri, Fazenda Curral, Fazenda Junco, Fazenda Malaquias, Jaçanã, Janduí, Juazeiro, Lorena, Leste de Poço Xavier, Livramento, Maçarico, Pardal, Patativa, Pajeú, Paturi, Poço Xavier, Riacho da Forquilha, Rio Mossoró, Sabiá, Sabiá Bico de Osso, Sabiá da Mata, Sibite, Três Marias, Trinca Ferro, Upanema e Varginha. São 100% Petrobras, com exceção de Cardeal e Colibri (Partex tem 50% e opera) e Sabiá da Mata e Sabiá Bico-de-Osso (Sonangol tem 30% e opera).

A Petrobras deverá realizar, ainda, nova rodada de ofertas para venda dos Polos de Enchova e Pampo.

Também foi fechado acordo com a Perenco, que concordou em comprar por R$ 1,425 bilhão, os campos de Pargo, Carapeba e Vermelho, em águas rasas da Bacia de Campos. A Empresa pretende estender em cerca de 20 anos a produção de 50 poços nestes campos.

A Petrobras tenta negociar 178 concessões das 254 que opera em campos maduros de petróleo em terra, e águas rasas e profundas.

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