Maricá no centro do pré-sal

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Já galgando a posição de maior beneficiário dos royalties advindos da exploração no pré-sal, Maricá trabalha para se transformar na principal referência de apoio offshore na bacia de Santos. Com vários projetos de logística e infraestrutura previstos e em andamento, o Município faz sua aposta inicial no apoio aéreo, modernizando e ampliando seu aeroporto e efetivando parcerias com empresas especializadas no setor aeroespacial e de segurança.

O prefeito Fabiano Horta esteve presente na Feira Brasil Offshore em Macaé acompanhado de seu secretário de Desenvolvimento Econômico, Igor Sardinha, e do presidente da Companhia de Desenvolvimento local (Codemar), José Orlando Dias, e deu detalhes dos projetos desenvolvidos por Maricá e que pretende colocar o Município no centro do pré-sal.

Durante o painel “Apoio Offshore por Maricá”, Fabiano destacou a posição estratégica da Cidade em relação aos campos do pré-sal para justificar o investimento que tem feito no setor aerotransportuário. “Somos a melhor opção para operações de traslado para plataformas, um novo eixo do petróleo”, diz o Prefeito.

Com apenas 30% de seu território de 360 km² ocupados, Maricá está a 200 km das plataformas da bacia de Santos, 60 km do Rio de Janeiro, 150 km de Macaé, polo consolidado de apoio à bacia de Campos, e a apenas 46 km de Itaboraí, que apesar do retrocesso do projeto Comperj, está confirmada uma Unidade de Processamento de Gás (UGPN) e projeto para uma termelétrica no local.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Igor Sarinha, e o Prefeito de Maricá Fabiano Horta
O secretário de Desenvolvimento Econômico Igor Sardinha, e o Prefeito de Maricá Fabiano Horta no stand de Maricá na Feira Brasil Offshore

Totalmente remodelado, o aeroporto de Maricá já opera na aviação geral, estando regulamentado e pronto para atender ao setor offshore, com suporte logístico no mercado de Óleo & Gás, transporte de profissionais para plataformas, serviços de táxis aéreos, serviço e abastecimento. E há planos para a instalação de um centro de manutenção de helicópteros na cidade, a partir de uma associação entre a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) e a empresa italiana de alta tecnologia Leonardo, responsável pelas instalações do moderno centro de controle do aeroporto, recentemente inaugurado. Além de atuar em sistemas de segurança de operações, monitoramento e controle aeronaval, o grupo Leonardo dispõe de uma rede de satélites que já prestam serviço à Petrobras para monitoramento de vazamentos nas plataformas e ao governo Federal na área de defesa e monitoramento da Amazônia.

Outros dois projetos considerados estratégicos para as intenções do Município, são o Parque Industrial Codemar e o Parque Tecnológico, projetados para sediar empresas diretamente ligadas à produção do pré-sal e empresas de base tecnológica, incubadoras de negócios, universidades e laboratórios de pesquisa. Na área naval, outro projeto importante, mas que enfrenta problemas de ordem ambiental em seu processo de licenciamento, é o Terminal Portuário de Granéis Líquidos e Estaleiro de Ponta Negra, previsto para ser construído na praia de Jaconé. ( www.pre-sal.info/category/logistica-infraestrutura-e-projetos/ )

Novos desafios

Na infraestrutura urbana, os projetos de mobilidade adequam vias já existentes e criam novas vias e eixos urbanos, como um novo acesso ao aeroporto da Cidade e o fechamento do arco metropolitano. Os serviços de transporte público, que vêm sendo municipalizados gradualmente, têm a meta de serem prestados a custo zero a 100% da população até o ano que vem. Assim como está previsto o lançamento de uma moeda comercial local com público alvo de 50 mil pessoas.

Para garantir todos esses investimentos, Maricá já conta com um fundo soberano que atualmente dispõe de R$ 130 milhões, cifra que poderá chegar a R$ 1,5 bi em 10 anos, segundo o prefeito Fabiano Horta.

Um grande desafio do Município será conciliar seu ingresso no mercado de petróleo e gás, com sua vocação já consolidada para o turismo. Na área existem projetos para urbanização da orla, construção de uma marina, um teleférico, e um grande projeto logístico ainda embaraçado judicialmente:o Projeto Logístico São Bento da Lagoa, que prevê a construção de três luxuosos hotéis cinco estrelas, campo de golfe, condomínios residenciais, shoppings, restaurantes, escola, hospital, centro empresarial, clubes e áreas de lazer e esporte.

Outro desafio, este já bastante conhecido pelos municípios produtores da bacia de Campos, será lidar com os impactos sociais e ambientais que chegam junto com o petróleo, como o aumento do fluxo migratório, crescimento urbano desordenado, aumento da violência, invasões em áreas de risco e de proteção ambiental, aumento contínuo da demanda de serviços públicos, poluição, estrangulamento da mobilidade urbana, impactos na atividade pesqueira, dentre outros. 01p

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