Macaé: realizada audiência pública das termelétricas Jaci e Tupã

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Ontem (16.07) foi realizada a última audiência pública para termelétricas das seis previstas para se instalarem em Macaé. A AP de Jaci e Tupã, presidida pelo IBAMA, contou com cerca de 300 pessoas que assistiram a apresentação feita pelo empreendedor – GPE – Global Participações em Energia SA, e pela consultoria técnica Ecology Brasil, e puderam formular perguntas acerca das duas termelétricas que serão construídas no distrito industrial de Cabiúnas em posição estratégica entre as UTEs já existentes e o Terminal Cabiúnas – TECAB.

A capacidade instalada das duas usinas, juntas, somam 2.180 MW – 330 MW para a UTE Jaci e 1.850 MW para a UTE Tupã. Elas serão compostas por dezesseis moto-geradores a gás e uma turbina a vapor, no caso da UTE Jaci; três turbinas a gás e uma turbina a vapor, no caso da UTE Tupã, ambas em ciclo combinado. As áreas ocupadas pelas usinas serão de aproximadamente 130.000 m² e 50.000 m² para as usinas Tupã e Jaci, respectivamente.

Algumas das questões mais debatidas na segunda parte da audiência foram relacionadas à captação de água no rio Macaé e descarte de efluentes, geração de emprego e impactos nas comunidades rurais do entorno.

Água

A capacidade do rio Macaé em abastecer não só as duas usinas em licenciamento, mas os diversos empreendimentos previstos para os próximos anos no Município, foi questionada. Segundo os consultores da GPE, Jaci e Tupã irão consumir cerca de 40% da atual disponibilidade hídrica do rio Macaé, percentual preocupante considerando não estar nos cálculos as outorgas ainda não solicitadas ao Inea de novos empreendimentos, nem projeções de crescimento populacional na região. Foi solicitado, ainda, ações de reflorestamento em nascentes e áreas de recarga na bacia do rio Macaé.

Representante do Assentamento Celso Daniel entrega solicitações da Comunidade à Mesa da Audiência Pública

Trabalho

Sobre as questões referentes a oportunidades de trabalho e capacitação, o Gerente de Novos Negócios da GPE, Cassiano Silva, afirmou que um dos diferenciais de Macaé, é a disponibilidade de mão de obra capacitada, informando que durante as obras as vagas irão variar entre 1200 e 2000 contratações, e de 60 a 100 durante a operação. Disse que “é intenção da Empresa priorizar a contratação de trabalhadores locais, até mesmo porque é mais econômico”. Sobre a inserção de empresas locais no processo de construção com fornecimento de serviços e materiais, o Gerente informou estar em contato com a secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico para levantamento das empresas locais que atuam no ramo.

Questionado sobre a geração de impostos para o Município, Cassiano respondeu que durante as obras serão recolhidos ISS e ICMS, e durante a fase de operação, o ICMS repatriado, ressaltando que a previsão de funcionamento das duas termelétricas é de 25 anos.

Morador local contesta afirmação de que não haveria impacto nas comunidades próximas às usinas

Celso Daniel

Representantes do Assentamento Celso Daniel, distante cerca de 4 km do local das usinas, solicitaram sua inclusão nos processos de contrapartidas, entregando ofício e ata de assembleia realizada na comunidade, com suas principais necessidades. Apesar da resposta negativa de um dos consultores sob a alegação de que não havia sido detectado impacto no assentamento, o que foi questionado posteriormente, os empreendedores aceitaram incluir o Assentamento em seus projetos de responsabilidade social.


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